Nunca mostrem o dedo do meio a um condutor de um camião TIR. Um vulgo camionista, pronto. Mesmo que vocês vão na faixa em que devem ir à velocidade a que devem ir. Mesmo que ele se ponha a um metro de vocês a 100 à hora a fazer sinais de luzes desenfreados para vocês abrirem alas e se porem a andar. Eu acho que não é assim tão difícil perceber que quanto mais irritado ele estiver, quanto mais buzinar e quanto mais nos quiser intimidar no nosso pequeno corsinha, mais tempo nós vamos ficar à frente dele. E, se não tivermos pressa de chegar ao nosso destino, se calhar ainda reduzimos um bocadinho de nada a velocidade. Mas, pronto, nunca mostrem o dedo do meio a um camionista. Porque eu desconfio que isso lhes activa o gene Camionista B26 e vá de buzinar, vá de nos ultrapassar assim à maluca, vá de nos chamar putas... E é desagradável. Especialmente quando a música vai naquela parte em que a Ella faz aquele trejeito brutal como só ela sabe fazer e nós não apanhamos porque o camionista está zangado e baixou nele um dos guionistas do Velocidade furiosa.
Mas pronto, se algum dia mostrarem o vosso dedo do meio a um camionista, continuem o vosso caminho, sem desviar o olhar do horizonte (a sério, não olhem para o boi de frente que aí é que ele pára o camião e vem atrás de vocês com um bastão de baseball). Prossigam como se não estivessem a isto de serem abalroados por um camião em fúria.