Sou só eu que, quando estou sentadinha à secretária, prontinha para embarcar numa noite de estudo como há muito não se vê, não sei o que fazer às pernas?
Começam direitinhas, as duas para baixo, como convém. Rapidamente as cruzo. Depois a de cima fica dormente e troco-as. Chega a vez da outra. Tenho que esperar que elas acordem. Depois ponho a esquerda debaixo do rabo e que confortável que eu fico assim. Ai que ficou outra vez dormente. Apoio a direita nas caixas de arrumação e assim é que é mesmo mesmo bom. Naaa, já me dói a planta do pé. Então, vá, apoio a outra nas caixas e cruzo a outra. Pronto, parece que é desta. Ui que me desiquilibro. Então e se me encostar à estante, puser as pernas em cima da secretária e os livros em cima delas? Ora muito bem, que cheguei ao paraíso. Mas as costas começam a dar de si.
Calculo que seja desnecessário alongar-me em descrições. O «a reter» é que, passados 20 minutos de me ter sentado, doem-me as pernas, as costas, o rabo, os pés e, potencialmente o pescoço (que também entra nestas brincadeiras). Sem contar que, às tantas, a minha posição é digna da mais bem paga contorcionista do Cirque du Soleil. O que fazer então? Ir para a cama esticar-me a ler aquele livro que anda a ser lido de 2 em 2 minutos, claramente.