sábado, 25 de abril de 2009

Ainda não plantei hortelã.

Primeiro a minha mãe, há coisa de dois anos, que me apareceu com uma cena destas. Agora, na faculdade, não há vivalma que não tenha um blog. E eu, que gosto muito pouco de estar na ignorância, já tinha decidido vir ver que treta é esta que entretem tanta gente. Hoje, por feliz acaso, descobri o blog do Bruno Nogueira que, passo a idolatria, está genial. Pensei que era uma ideia olé ter (e foi neste ponto que a minha net resolveu ir abaixo como, de resto, estou tão acostumada. Só para dizer que perdi o raciocínio.) o meu próprio blog.

Quando vinha no carro e enquanto parava nos 386 semáforos que há na Amadora deparei-me com um pequenino (iiiino) mas vá... chato (?) senão: sobre que raio é que eu vou escrever? Melhor, melhor! Quem é que vai ser o otário que vai ler o blog da não-sei-quantas? E pensei que triste que seria daqui a 5 anos vir ao meu tão pensado blog e ver 10 míseras visitas, 9 das quais tinham sido protagonizadas pela minha pessoa e a outra seria provavelmente um qualquer blogger que havia perdido o norte e vindo parar a este mesmo lugar.

Tinha então duas questões que me atormentaram o espírito. Este tormento, contudo, durou só até chegar ao IC19 e um querido não me ter deixado entrar quando eu bem tinha decidido que ia entrar e me ter feito travar bruscamente. Aqui o meu pensamento foi para o meu pai e em quão grata estava por não ter que lhe comunicar que tinha partido o carro ao meio. E a ideia do blog ficou esqecida algures entre a Amadora e Queluz.

Mas como o que tem que ser tem muita força, cheguei a casa e ouvi a minha vizinha dizer ao rico filho "Edson Miguel, tu e os teus amigos hadem outra vez vir cá a casa e deixarem tudo desarrumado que vais ver como é que elas te mordem!". Quem eram elas não percebi, mas não devem morder com grande força tanto que o Edson respondeu "Prontos, tinha que ser eu!Foi a Carina!". Claro que a santa mãe fez o favor de reagir "Carina! Fostes tu quem desarrumastes (... não percebi)?". E pronto. Pareceu-me óbvio que alguma força superior me estava a dar um sinal, uma missão, por assim dizer. Já que os professores de Português deste país não o fazem, eu (euzinha) aceito carregar este fardo de nos mostrar que há palavras que, apesar de soarem melhor de determinada maneira, não são ditas. Por favor. É que há coisas que me arrepiam, que me dão comichão, que me fazem ir buscar força ao mais profundo de mim para não gritar com alguém ou pelo menos para não agarrar na pessoa e bater-lhe até ela repetir sem erros.
Andei 19 aninhos a reprimir aquilo que me apetece gritar ao mundo, mas, como sou óptima a manter a postura, vou dizê-lo de maneira cordial e educada. Não é hades, é hás-de. Não é hadem, é hão-de (juro que isto é verdade. Sei que pode demorar a encarreirar mas, por favor, acreditem). Estão a ver aqueles sapatos que servem para correr, atacadores... Vêm aos pares. Um par de ténis. Se, por algum infeliz contratempo, perder um dos seus, não castigue o outro chamando-lhe téni... É que o trauma de perder o buddy já é suficiente, ele já se sente castrado o suficiente para ainda vir o dono sacar-lhe o 's'... Vá lá, aprenda, repita. Dois ténis, um ténis. Não é difícil. Não vou sequer falar do prontos porque já toda a gente sabe e eu tenho para comigo que só soltam esta pérola ao pé de mim porque sabem que me começa a comichão ("Então hoje o que é que se faz?" "Epa, sei lá... 'Tou aborrecido, apetecia-me chatear alguém" "Oh se é pra chatear, mas pra chatear à séria... Siga passar 10 vezes ao pé da Leonor e dizer prontos!" E assim dois amigos ficam com o dia feito e eu frita até ao fim da linha). Tinha o meu primeiro problema resolvido; punha-se o segundo. Não perdi muito tempo nisso, não. "Epa que sa foda. Quem ler, leu; quem não ler, não leu. Vai ser giro vir cá daqui a um tempo e ler as parvoíces que escrevi." Espero eu. Espero que, apesar das tais 10 visitas, ainda me ria quando cá vier.
Porque as minhas parvoíces são intemporais.

(Provavelmente (provavelmente como quem diz, de certeza) que não perceberam o título deste post. Prometo que, a seu tempo, se vai fazer luz nas vossas mentes.)